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Cara Velha e Câncer de Próstata: Microplástico e Agrotóxicos

 

Fonte: Terra de Direitos                                                                        

A maioria da população brasileira vem perdendo qualidade de vida, a partir de uma fisionomia de envelhecimento (Cara Velha) até terríveis doenças, a exemplo do Câncer de Próstata, por conta da expansão incontrolável de microplásticos e agrotóxicos na natureza e a falta de políticas de saúde pública para o bem-estar da sociedade.

Se medidas não forem tomadas na área de saúde pública urgentemente para controlar, pesquisar e educar a sociedade sobre os efeitos nocivos dos microplásticos e agrotóxicos, o Brasil, num futuro breve, vai atravessar momentos terríveis de sofrimento da população. Já estamos vendo os efeitos danosos na indústria de beleza, quando mulheres enfeitiçadas por um rosto mais bonito buscam intervenções faciais de riscos.

Não trataremos aqui da indústria de beleza, cujos riscos são evidentes na literatura, mas apenas dos agrotóxicos e microplásticos, cujas agressões à saúde humana são terríveis e tóxicas -  do ponto de vista do envelhecimento até a morte, atingindo não só a pele como as mais profundas entranhas do  corpo humano.

No campo dos agrotóxicos tudo começa com a expansão das corporações do agronegócio, que criaram a ideia falsa de que o Brasil deveria alimentar o mundo, com o propósito de aumentar seus lucros. Como consequência, o Brasil tornou-se o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, sendo muitos deles proibidos em vários países, diante do teor de riscos para a saúde humana.

Com a ajuda dos últimos governo e elevados investimentos públicos, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), o agronegócio brasileiro, com todas as suas toxidades, tornou-se um dos setores mais fortes e poderosos da economia brasileira, ocultando seus males e anulando as políticas de saúde pública da sociedade brasileira.

No governo Bolsonaro, por exemplo, o agronegócio foi impulsionado com o desmatamento e destruição ambiental. No Governo petista, o Presidente Lula tenta esconder as toxidades do setor e os males do consumo de agrotóxicos pela população, tornando-se o maior vendedor da carne brasileira pelo mundo afora.

O IDEC (Instituto de defesa dos consumidores) nos dá uma ideia do poderio político do setor no Brasil, possuindo “a maior bancada da história no Congresso Nacional com 303 deputados e 49 senadores. Um número absurdo que está longe de representar, de fato, a realidade do povo brasileiro”.

Assim sendo, o poder do agronegócio no Brasil o leva a fazer o que bem quer com a população brasileira, sobretudo em termos de maldades. E está fazendo, sem que a população dê um basta nisto, que pode ser feito com o voto, durante as eleições.

Além dos agrotóxicos, a população começa a enfrentar um outro problema de saúde pública muito sério. Este não é um problema só do Brasil, mas do mundo inteiro e diz respeito aos microplásticos, hoje jorrando na corrente sanguínea de todos nós, já atingindo tecidos até do coração.

Não vamos tratar aqui de todos os órgãos do corpo humano, hoje sofrendo com os microplásticos, mas apenas de um deles, de acordo com pesquisas recentes. Tanto os agrotóxicos como os microplásticos estão atingindo a pele dos humanos, levando-a a sofrer diversos riscos, incluindo o envelhecimento e aparência das pessoas.

Contudo, é a próstata dos homens que vem gravemente sendo atingida pelos microplásticos, com terríveis consequências como a câncer de próstata. Em recente estudo, pela primeira vez, foi demonstrada a presença de microplásticos no tecido prostático, quando foram identificados quatro tipos deferentes de plásticos.

Assim sendo, a presença de microplásticos em muitos ambientes e até mesmo em diferentes órgãos e sistemas do corpo humano é bastante preocupante. Neste caso, as lacunas e as ameaças à saúde pública relacionadas a este novo tema precisam ser abordadas e investigadas.

Sem dúvida, os microplásticos estão aí contaminando atualmente os alimentos humanos e sua presença em várias partes do corpo humano é relatada. Produtos de higiene pessoal e cosméticos, que o ser humano usa no dia a dia, como xampus, sabonetes, pastas de dente, delineadores, batons, desodorantes etc., contêm partículas de plástico.

No entanto, poucas informações são fornecidas sobre seus efeitos na saúde pública. O mesmo acontece com os agrotóxicos. A exposição humana a microplásticos e agrotóxicos  pode ser causada não apenas pela ingestão, mas também pela inalação e via dérmica.

Se os pesquisadores estão encontrando microplásticos no interior de tumores de câncer de próstata em percentuais elevados, questões estão sendo levantadas sobre o papel que esses poluentes onipresentes desempenham na saúde pública.

O Dr. Michael Eisenberg, professor de urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford,  afirmou que “estamos encontrando muitos indícios sobre a prevalência surpreendente de micro/nanoplásticos e as associações preocupantes com problemas de saúde”.  “Precisamos de mais dados para entender as implicações dessas descobertas.

Os governos no Brasil deveriam apoiar e financiar pesquisas sobre os terríveis riscos dos agrotóxicos e microplásticos, sobre os diferentes tipos de câncer que invadem o corpo humano e os sérios problemas de saúde pública, da mesma forma que apoiam as grandes corporações.  

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